BBC Brasil – Notícias – Leis de imigração fazem EUA ‘ficar para trás em corrida por cérebros’

BBC Brasil – Notícias – Leis de imigração fazem EUA ‘ficar para trás em corrida por cérebros’.

 

Atualizado em  22 de maio, 2012 – 17:27 (Brasília) 20:27 GMT
Claudio Carnino (Divulgação/Parceria para a Nova Economia Americana)

Burocracia das leis de imigração fez italiano Claudio Carnino desistir de abrir empresa de tecnologia nos EUA

Quando o italiano Claudio Carnino teve a ideia de abrir uma pequena empresa no setor de tecnologia, olhou primeiro para os Estados Unidos – a meca do empreendedorismo. Dois anos atrás, após abandonar a faculdade, ele e sua parceira Nicoletta Donadio conseguiram ter seu projeto aprovado poruma prestigiosa incubadora em Providence, Estado de Rhode Island.

Entretanto, depois de analisar a burocracia das leis de imigração americanas, e avaliar o risco de os donos um dia terem seus vistos negado para viver nos EUA, a incubadora voltou atrás.

“Eles nos disseram que queriam investir na empresa, mas que sempre haveria esse problema da imigração”, disse Claudio, de 23 anos, à BBC Brasil. “Foi de romper o coração.”

O italiano, que depois do episódio levou o seu projeto para o Chile, é apenas um exemplo dos talentos que os EUA estão desperdiçando com leis “incoerentes” de imigração, segundo um grupo apartidário de prefeitos e de grupos empresariais americanos, a Parceria para uma Nova Economia Americana.

Em um relatório inédito que compara a estratégia americana de imigração com a de outros países, a coalizão afirma que os EUA estão “ficando para trás na corrida global por talentos” e que correm o risco de ter escassez de mão-de-obra qualificada no futuro próximo, apesar do fluxo permanente de trabalhadores batendo às suas portas.

“Enquanto no passado a América já foi a primeira e única escolha para jovens sonhadores com a próxima grande ideia, os empreendedores ambiciosos agora olham para destinos como China, Índia, Brasil e Cingapura, e veem mercados e oportunidades enormes, ambientes de negócios receptivos e governos que os querem”, critica o relatório.

“Um olhar sobre as estratégias dos outros países revela que o nosso fracasso em reconhecer o imperativo econômico da reforma de imigração – em forte contraste com muitos países competidores que veem a imigração como motor do crescimento econômico – virou uma ameaça para nossa prosperidade futura.”

Lugar à sombra

Desencantados com os EUA, foi no Chile que Claudio e Nicoletta encontraram abrigo para a sua empresa, Challengein, que oferece a empresas criar jogos customizados para celular a fim divulgar suas marcas.

A iniciativa foi uma das 154 escolhidas no ano passado pelo programa Start Up Chile, que busca atrair empreendedores com o potencial de abrir seus negócios no Chile e fazer do país uma plataforma para o mundo.

O programa dá aos selecionados um capital inicial de US$ 40 mil, com a concessão de um visto de trabalho de um ano e acesso a uma rede social e de capital, para que os empreendedores desenvolvam seus projetos por seis meses. Como resultado, o programa trouxe 22 startups de 14 países só no ano de 2010, ano de sua criação.

“O Chile não tem essa cultura de startup, portanto a maneira de ser competitivo é comprando essa mentalidade”, diz Claudio. “Na Europa, sabemos pouco do Chile: quando se chega aqui vemos que temos acesso a tudo e a vida é como em qualquer outro lugar da Europa ou EUA.”

O programa chileno é exatamente o tipo de “estratégia agressiva de recrutamento” de imigrantes que outros países estão colocando em prática e que – para os autores do relatório “Not Coming to America” (Não Vindo para América), realizado pelas parceiras americana e nova-iorquina – estão transformando os EUA em um lugar menos atraente para a mão-de-obra, tanto qualificada quanto pouco qualificada.

Vistos especificamente para empresas startup também existem em diferentes modalidades na Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Cingapura e Irlanda. Mas autorizações que contemplam diversos outros aspectos das necessidades econômicas dos países também são encontradas na Austrália, Canadá, China, Alemanha e Israel, países analisados pelo relatório.

Na Austrália e no Canadá, os vistos podem inclusive ser emitidos pelas províncias, variando de acordo com as necessidades econômicas de cada região dentro desses países. Alemanha e Israel, tradicionalmente fechados à imigração, também já facilitam suas políticas migratórias para trabalhadores qualificados e temporários.

Já a estratégia chinesa mostra que o tapete vermelho não é estendido apenas a estrangeiros, mas também a cidadãos nacionais que moram em outros países. O Plano de Desenvolvimento de Talento de Médio e Longo Prazo oferece generosos bônus, subsídios habitacionais, incentivos fiscais e prestígio para que a professores e pós-graduados chineses que vivem no exterior voltem para casa.

“Os países têm introduzido uma variedade de reformas, incluindo sistemas de concessão de vistos mais eficientes, maior facilidade de converter um visto temporário em visto permanente, programas customizados e benefícios para integrar os recém-chegados imigrantes à economia”, compara o relatório.

“Nossas políticas (dos EUA) são irracionais e sem direção, em forte contraste com a abordagem estratégica e específica dos outros países.”

Escassez

Para a coalizão, o risco mais evidente é o de que num futuro não muito distante os EUA, com tantos aspirantes a imigrantes batendo à sua porta, possa vivenciar uma escassez de mão-de-obra em setores cruciais para a inovação e a criação de empregos.

Em 2018, um estudo citado no relatório projeta que o país tenha cerca de 2,8 milhões de vagas abertas nos setores de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, sendo que 779 mil delas para profissionais com nível pelo menos de mestrado – e apenas 552 trabalhadores com a qualificação necessária para preenchê-las.

Muito pior, embora os EUA sejam um dos países que mais atraem estudantes qualificados, oferecem poucas chances para que eles permaneçam no país uma vez que terminem seus estudos.

“É crucial notar, porém, que não são apenas os imigrantes com diplomas avançados que contribubem para a economia americana. Em Nova York, por exemplo, um estudo recente indicou que enquanto os imigrantes são 36% da população, eles respondem por quase metade de todos os proprietários de pequenas empresas”, diz o relatório.

Para os autores do estudo, a situação só pode ser revertida se as autoridades dos EUA fizerem leis de imigração “levando em conta as necessidades econômicas” do país.

23/05/2012 às 09h27m

De:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120522_eua_cerebros_pu_ac.shtml

CategoriasMundo

Jornal do Brasil – País – OAB cobra divulgação de salários de magistrados de todos os tribunais do país

Jornal do Brasil – País – OAB cobra divulgação de salários de magistrados de todos os tribunais do país.

 

Jornal do Brasil

 

Após a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira de divulgar a folha de pagamento de seus ministros e de seus funcionários, com vencimentos, gratificações evantagens, sem quaisquer restrições, incluindo os nomes de todos os ministros e servidores, o presidente da OAB do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, afirmou hoje (23) que atitude semelhante deve ser adotada imediatamente pelos demais tribunais brasileiros, cumprindo o que determina a Lei de Acesso à Informação Pública (Lei 12.527/2012), em vigor desde a semana passada.

Segundo Damous, “vencimentos e salários pagos com o dinheiro do povo não são informação confidencial, são de interesse público. Todos os magistrados, parlamentares e servidores públicos em geral podem e devem ter os valores da sua remuneração revelados à sociedade“. Ele lembrou que a intenção da nova Lei de Acesso à Informação Pública vai contribuir para tornar a democracia brasileira mais consistente ao estabelecer um relacionamento mais próximo entre o cidadão e o estado.

O presidente da Seccional da OAB acrescentou que a nova Lei proporciona ao cidadão acesso às entranhas da burocracia estatal, jogando luz sobre setores efatos obscuros da administração publica brasileira.” Os vencimentos acima do teto, as gratificações indevidas e outras mazelas tão comuns passam a ser do conhecimento público, o que vai dificultar a sua efetivação.

23/05/2012 às 09h24m

De:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/05/23/oab-cobra-divulgacao-de-salarios-de-magistrados-de-todos-os-tribunais-do-pais/

CategoriasDireito

Greve tem adesão de pelo menos 7 em cada 10 professores em universidades da região Norte – Notícias – UOL Educação

Greve tem adesão de pelo menos 7 em cada 10 professores em universidades da região Norte – Notícias – UOL Educação.

 

Do UOL, em São Paulo*

 

Na região Norte, a adesão à greve das universidades federais chega a, pelo menos, 70% do contingente, segundo os sindicatos das categorias. No Pará e Amapá, por exemplo, a paralisação nas instituições dos dois Estados atinge, sobretudo, os alunos da graduação. A situação se repete nas outras instituições da região Norte, tais como Ufac (Universidade Federal do Acre), Unir (Universidade Federal de Rondônia), Ufam (Universidade Federal do Amazonas e UFRR (Universidade Federal de Roraima).

Greve de professores nas universidades federais

Foto 23 de 37 - Os professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiram, nesta terça-feira (22), entrar em greve por tempo indeterminado Mais Alexandre Durão/UOL

Na UFPA (Universidade Federal do Pará), a maior das instituições, o comando grevista estima que 80% dos professores tanto da capital quanto dos campi do interior aderiram à greve iniciada há quatro dias.

A paralisação só não atingiu institutos que tradicionalmente não param, como o de geociências e o de biológicas, além dos cursos de pós-graduação e dos laboratórios. Atualmente, a instituição tem aproximadamente 1.600 docentes e cerca de 32,1 mil estudantes se graduando.

Além de cobrar o governo federal, os professores da UFPA querem, por exemplo, remuneração integral de quem está afastado para se capacitar e que a orientação de trabalhos, participação em bancas examinadoras e comissões de avaliação sejam computadas como parte da carga horária. Hoje, só se considera a sala de aula.

A pauta nacional, segundo o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), é a luta pela reestruturação da carreira de docente e por melhores condições de trabalho.

Ufopa

Na Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), a estimativa é que 70% dos cerca de 180 professores estejam parados. A greve atinge o campus em Santarém e os campi de Alenquer e Itaituba. O vice-presidente do Sindicato dos Docentes da Ufopa, Enilson Souza, disse que a expectativa é chegar a 80% até o final de semana.

O modelo de ingresso, através do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), é, inclusive, um dos principais pontos da pauta própria da Ufopa. Para o sindicato, é preciso aprimorar o modelo para que as deficiências do ensino médio local não prejudiquem os estudantes do oeste paraense.

Na Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia), duas das principais preocupações são o déficit de professores e a precária infraestrutura dos cursos ofertados fora da capital paraense. O Sindicato dos Docentes da Ufra realizou uma assembleia em que pediu o apoio dos estudantes para cobrar melhorias. A estimativa da Sindufra é que a adesão docente já tenha alcançado 90%. Segundo o professor Benedito Santos, da coordenação, a paralisação atinge todos os setores.

Já na Unifap (Universidade Federal do Amapá), onde estudam cerca de 7 mil alunos, a paralisação é de 100% em ensino, pesquisa e extensão, segundo o diretor do Sindicato dos Docentes, Paulo Cambraia.

Unir, Ufac, UFRR, Ufam

SAIBA QUAIS INSTITUIÇÕES ADERIRAM

Norte
Ufac (Universidade Federal do Acre)
UFRR (Universidade Federal de Roraima)
Unir (Universidade Federal de Rondônia)
UFPA (Universidade Federal do Pará), campi Central e Marabá
Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia)
Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará)
Ufam (Universidade Federal do Amazonas)
Unifap (Universidade Federal do Amapá)
Nordeste
UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)
UFPI (Universidade Federal do Piauí)
Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido)
UFPB (Universidade Federal da Paraíba)
UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), campi central, Patos e Cajazeiras
UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
Ufal (Universidade Federal de Alagoas)
UFS (Universidade Federal de Sergipe)
IFPI (Instituto Federal do Piauí)
UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Centro-Oeste
UnB (Universidade de Brasília)
UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), campi Central e Rondonópolis
UFG (Universidade Federal de Goiás), campus Catalão
Sudeste
Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) – exceto campus de Guarulhos
UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Unifal (Universidade Federal de Alfenas)
IF Sudeste de Minas (Instituto Federal do Sudeste de Minas)
UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
UFU (Universidade Federal de Uberlândia)
UFV (Universidade Federal de Viçosa)
Ufla (Universidade Federal de Lavras)
Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto)
UFSJ (Universidade Federal de São João del Rei)
UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
UFF (Universidade Federal Fluminense)
UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo)
Sul
Unipampa (Universidade Federal do Pampa) – campi Itaqui, São Borja, Dom Pedrito
UFPR (Universidade Federal do Paraná)
UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
Furg (Universidade Federal do Rio Grande)
  • Fonte: Andes-SN e sindicatos

De acordo com levantamento do UOL, 70% dos estudantes da Ufac (Universidade Federal do Acre), da UFRR (Universidade Federal de Roraima), da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e da Unir (Universidade Federal de Rondônia) estão sem aulas. Nestas duas últimas, a paralisação já atinge os campi no interior dos Estados. Procuradas, as reitorias das quatro universidades não quiseram comentar as paralisações.

No Amazonas, houve uma manifestação de estudantes a favor da paralisação. Funcionários da Ufam também se mostraram favoráveis ao movimento grevista dos professores e reivindicam reajuste de salário de pelo menos 7,5%. A reforma de unidades da instituição localizadas no interior também está na mesa dos servidores e professores.

Já em Rondônia, pelo menos cinco dos campi que a Unir mantém no interior do Estado aderiram ao movimento grevista iniciado pelos docentes da instituição na última quinta-feira. Além da demanda nacional, os professores da Unir reivindicam a contratação de novos técnicos e melhorias na infraestrutura da universidade.

Em Roraima, na UFRR, segundo o presidente do sindicato dos professores, Marcos Braga, a segurança dos campus faz parte da pauta de reivindicações. “Foram registrados assaltos nas adjacências da instituição colocando em risco a vida dos professores, alunos e visitantes. Também estamos lutando para que isso mude”, disse.

Por sua vez, a Ufac não enfrenta somente a greve docente da instituição. Os próprios servidores também ensaiam paralisar as atividades na próxima semana. O protesto é por melhores condições de trabalho. Se não houver acordo com o governo, a greve deve começar de vez em junho.

Unifesp e UFRJ em greve

Os professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiram, nesta terça-feira (22), entrar em greve por tempo indeterminado. No mesmo dia, docentes de cinco campi da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) também anunciaram a adesão à paralisação nacional organizada pelo Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior). Até o momento, 41 universidades estão paradas, além de 3 institutos federais.

O presidente da Adufrj (Associação dos docentes da UFRJ), Mauro Iazi, acreditava na aprovação da greve mesmo antes da assembleia.  “Vivemos a contradição da expansão do ensino superior, sem recursos para acontecer. É preciso a regulamentação do plano de cargos, carreiras e salários, a reestruturação da carreira, a valorização do professor”, declarou.

Na UFF (Universidade Federal Fluminense), os professores também entram em greve ontem.

Em Minas, há avaliações

Os docentes das Universidades Federais de Uberlândia, Viçosa e Alfenas, em Minas Gerais, aderiram à greve nacional dos professores. Segundo os responsáveis pelo movimento grevista, de 50% a 60% dos professores estão oficialmente em greve, mas alguns optaram por concluírem as avaliações de final de semestre.

Na UFV (Universidade Federal de Viçosa), segundo a presidente do comando local da greve Márcia Fontes Almeida, há mil docentes divididos nos campi Viçosa, Rio Paranaíba e Florestal. No dia 15 deste mês foi feita uma assembleia entre 200 professores e 183 declararam serem a favor da paralisação. “Não temos o número exato de professores que estão parados, mas sabemos que é metade. Vamos fazer uma reunião na próxima quarta-feira para definir os rumos da greve e informar os professores sobre a pauta”.

Mesmo com a greve declarada, a presidente explica que houve um acordo para que as avaliações que já estavam agendadas até o fim desta semana fossem aplicadas. “Nós dividimos o comando em comissões e uma delas avalia as exceções, caso seja necessário aplicar alguma atividade ou avaliação após esse prazo”, disse.

Na UFU (Universidade Federal de Uberlândia), a situação é parecida. De acordo com o presidente do comando local, Antônio Cláudio Moreira Costa, 50% dos 1,8 mil professores do ensino básico e superior dos campi de Uberlândia, Pontal do Triângulo Mineiro e de Patos de Minas aderiram ao movimento.

Já o campus de Varginha da Unifal (Universidade Federal de Alfenas), segundo a presidente do comando de greve daquela região, Francisca Isabel Ruela, está totalmente parado. A Universidade conta com três campi, a de Alfenas, Varginha e Poços de Caldas. Ao todo, são 360 professores concursados. Desse total, 83 paralisaram as atividades. “Vamos fazer a recontagem, porque houve mais adesões”, disse.

Em Juiz de Fora, a greve na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) começou nesta segunda. Pela manhã, os professores distribuíram panfletos pelo campus e em algumas ruas da cidade com a pauta de reivindicações. Além das reivindicações nacionais, os professores pedem maior transparência nas deliberações da administração da universidade e abertura mais vagas para docentes. Em nota, a Administração Superior da UFJF disse que “respeita” a mobilização.

Os professores da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), em Uberaba, aderiram ao protesto na quinta-feira (17). Segundo o representante da diretoria de comunicação da associação de docentes, Bruno Curcino, a greve está em expansão, mas cerca de 42% dos alunos (2 mil estudantes) já estão sem aulas. A universidade informou que na sexta-feira dos 400 professores, cerca de 100 aderiram ao movimento. As aulas do turno da noite não aconteceram porque os alunos também apoiaram a greve e resolveram parar as atividades.

Na Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto), a greve gera grande mobilização de docentes com apoio de alunos desde quinta-feira. De acordo como o presidente da seção sindical, David Pinheiro Júnior, são 600 professores na instituição e adesão é de quase 100%. Além dos apelos de âmbito nacional, os educadores também questionam o número excessivo de alunos por turma e a sobrecarga de hora-aulas para os professores. A reitoria disse que não vai comentar sobre a greve.

UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), por sua vez, não aderiu à greve pelo fato de seus professores não estarem filiados à Andes-SN, o sindicato nacional da categoria.

PRESIDENTE DO SINDICATO COMENTA PARTICIPAÇÃO DA UNIFESP NA GREVE

Rio de Janeiro

Os professores da UFRJ podem se juntar aos da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), que cruzaram os braços no último dia 17. Segundo o movimento grevista, a adesão é de 90% dos profissionais de educação. Os professores estão em assembleia permanente e tem nova reunião marcada para amanhã no prédio principal da universidade.

“Falta material nos laboratórios, turmas superlotadas e a contratação de professores temporários para dar conta do currículo. Além disso, existe o problema de obras que não foram feitas e outras que foram feitas de maneira inadequada Os professores do campus de Três Rios reclamam muito da qualidade do prédio. O Departamento de Geociência está em condições muito aquém das condições básicas para as aulas”, disse o integrante do comando de greve, Alexandre Mendes.  Procurado pela reportagem do UOL, o reitor da Rural, Professor Ricardo Motta Miranda, não respondeu ao contato.

Já na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), o campus da Urca é o de maior adesão à greve, segundo a presidente da associação de docentes, Elisabeth Orletti.  De acordo ela, em assembleia na próxima quinta-feira (24), os estudantes da Unirio podem também decidir entrar em greve. Há também pautas locais em jogo na instituição, tais como o pedido da associação para a criação de uma alternativa às fundações de apoio, que ajudam a manter a universidade.

A reitoria diz que a greve afeta aulas, mas que não tem um balanço “conclusivo” sobre a adesão dos docentes.

No Nordeste, adesão bate os 80%

Na Paraíba, a greve se estende à UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), do interior do Estado, deixando cerca de 17 mil alunos sem aulas. A instituição tem sete campi pelo interior da Paraíba e em todos houve adesão à greve. Tanto a Aduf-CG (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande) quanto a reitoria da instituição falam em 100% de adesão à greve que começou no último dia 17.

Já na UFPB (Universidade Federal da Paraíba), mais de 40 mil alunos estão sem aula também desde o dia 17.  A reitoria reconhece a forte adesão da greve (em torno de 90%) nos quatro campi da instituição: João Pessoa, Areia, Bananeiras e Rio Tinto. A UFPB conta com aproximadamente 2,5 mil professores.

Na UFPI (Universidade Federal do Piauí), segundo o presidente da Aduf-PI (Associação dos Docentes da Universidade do Piauí), Mário Ângelo Meneses, a greve atingiu todos os cinco campi. No campus da capital Teresina, a adesão é de aproximadamente 80%; no de Parnaíba, o número de docentes que apoiam o movimento chega perto de 90%. “De uma forma geral, podemos afirmar que a adesão à greve na UFPI é de 85% em todo o Estado”, declarou. A reitoria da instituição não quis se pronunciar.

Segundo a Associação de Docentes da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), a greve tem adesão de 95% dos professores na instituição e paralisa aulas nos três campi. A reitoria diz que “respeita” a decisão dos professores de paralisar as atividades. A UFPE(Universidade Federal de Pernambuco) também está parada.

UFMA (Universidade Federal do Maranhão), por sua vez, está com 80% dos docentes parados, segundo a associação de professores.  Além das reivindicações nacionais, estão na pauta local o limite no número de alunos por turma e de horas-aula (máximo de 12h para contratos de 40h) e a ampliação e reforma na estrutura física sejam planejadas de forma a atender as necessidades e especificidades de cada curso.

Já na Ufal (Universidade Federal de Alagoas), há pautas locais. As duas principais são: falta de segurança nos campi de Maceió e Arapiraca (que ficam ao lado de presídios e são alvos constante de invasões de presos em rota de fuga) e luta pela não terceirização dos serviços do Hospital Universitário. A assessoria de imprensa da universidade disse ao UOL Educaçãoque não conseguiria não poderia informar se ainda existem alunos assistindo aulas nos campi, por não acompanhar a greve de perto.

Centro-Oeste

UnB (Universidade de Brasília) entrou em greve nesta segunda-feira. Há pautas locais, tais como melhoria da infraestrutura e das condições de trabalho. A reitoria da instituição diz que não se coloca “nem contra, nem a favor” do movimento.

Na UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), todos os professores estão parados, afirma a associação dos docentes. Em Cuiabá, afirma o órgão, 93% deles estão sem trabalhar desde o dia 17. Segundo a reitoria, há quatro campi totalmente parados. A administração da universidade afirma que “nunca foi” a favor da greve, por trazer prejuízo “não só para gestão, mas aos alunos também”, mas diz que acha “justa” a reivindicação de um plano de carreira.

Aulas interrompidas no PR e no RS

Apenas um dos dez campi da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), no Rio Grande do Sul, não paralisou atividades, informa a reitoria. Segundo a universidade, os professores cruzaram os braços nos campi Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana. A reitoria não sabe informar, porém, qual o percentual de adesão à greve em cada um dos campi, e diz que isso só será possível após comunicação com os setores e departamentos da universidade.

Na UFPR (Universidade Federal do Paraná), a adesão chega a 80%. Nesta segunda-feira, a APUFPR (Associação de Professores da UFPR) informou que 80% dos 3.000 docentes da universidade aderiram à paralisação. A greve também afeta os serviços de pesquisa, extensão e os cursos de pós-graduação (parte deles pagos). A reitoria informa que não tem ainda um levantamento detalhado sobre a adesão à greve, mas afirma que a maioria dos cursos do setor de ciências humanas está parada. Por outro lado, diz que cursos como medicina, odontologia, direito e enfermagem funcionaram parcialmente na sexta-feira (18), primeiro dia da paralisação.

Já na UTFPR (Universidade Federal Tecnológica do Paraná), professores dos campi de Curitiba, Apucarana, Campo Mourão, Francisco Beltrão, Londrina e Ponta Grossa entraram em greve por tempo indeterminado. A adesão é maior na capital, onde nesta segunda-feira (21) 80% das aulas não aconteceram. A UTFPR diz que a adesão à greve não é total, mas não tem estimativa de quantos professores trabalham nos campi. Para a reitoria, a greve é um “direito dos professores”. Ao menos por enquanto, não há previsão de suspensão do calendário escolar.

* Com reportagem de: Sandra Rocha (Belém), Paula Litaiff (Manaus), Carlos Madeiro (Maceió), Valéria Sinésio (João Pessoa), Mariana Monzani (São Paulo), Renata Tavares (Uberlândia), Luana Cruz (Belo Horizonte), Felipe Martins (Rio de Janeiro) e Rafael Moro Martins (Curitiba).

23/05/2012 às 09h23m

De:http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/05/23/greve-tem-adesao-de-pelo-menos-7-em-cada-10-professores-em-universidades-da-regiao-norte.htm

CategoriasEducação, Greve

Egyptians Go to Polls in Presidential Vote – NYTimes.com

Egyptians Go to Polls in Presidential Vote – NYTimes.com.

 

Women lined up to vote on Wednesday in Egypt’s first competitive presidential election. More Photos »

 

CAIRO — After weeks of fevered debate, speculation and argument, Egyptians went to the polls on Wednesday in the Arab world’s first competitive presidential election, choosing between a dozen candidates spanning the nation’s secular and Islamist traditions after decades of authoritarian rule.

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With the skies clear and the weather warm, long lines of people queued at polling stations to vote in an election cast as a watershed in their political history.

“Rise up, Egyptians,” proclaimed a full-page headline in the largest independent daily newspaper, Al Masry Al Youm. “‘Egypt of the revolution’ chooses today the first elected president for the ‘Second Republic.’”

In the run-up to the ballot, there have been no reliable opinion surveys nor is there a permanent constitution to set the president’s duties and powers. But the vote is widely seen as crucial, choosing a leader to influence Egypt’s course for decades to come.

Some 50 million Egyptians are eligible to vote and of the candidates around four or five are seen as plausible contenders.

From the Islamist side, Abdel Moneim Aboul Fotouh has campaigned as a relative liberal while Mohamed Morsi of the Muslim Brotherhood has offered a more conservative vision.

Two candidates held positions under Hosni Mubarak, deposed 15 months ago as the Arab Spring began to stir revolt in many parts of the Arab world — the former prime minister, Ahmed Shafik, and Amr Moussa, a former diplomat and elder statesman.

A fifth candidate is the Nasserite, Hamdeen Sabbahy, a poet-turned-populist who is campaigning as a political descendant of the leader of the Egyptian revolution of 1952, President Gamal Abdel Nasser.

The ballot represented a remarkable break with the traditions of the Mubarak era when presidential elections simply confirmed the ruling elite in a land that for decades has been used to power exercised by presidents drawn from the military after centuries of highly centralized rule.

Since the fall of Mr. Mubarak, the military has continued to play a dominant role in steering the transition.

In a speech last week, the leader of the ruling military council, Field Marshal Mohamed Hussein Tantawi, promised to ensure a fair vote in the presidential election but also said the military would retain a “duty” to protect Egypt from domestic disturbances as well as to defend it against foreign threats.

The military has promised to relinquish power on July 1.

“With these elections, we will have completed the last step in the transitional period,” Maj. Gen. Mohamed el-Assar told a news conference on the eve of voting, Reuters reported.

Egypt’s future is also being closely watched outside the country, particularly in the West and in Israel, in case Islamists make further gains that could jeopardize Cairo’s peace treaty with Israel, a cornerstone of Washington’s regional policy.

Earlier this year, Egyptians voted in parliamentary elections, now seen as something of a dry run because under the country’s current military rulers the Parliament has turned out to have little power. Some voters say they regret supporting the Muslim Brotherhood, whose candidates won that election.

Across the nation, thick layers of campaign posters cover walls, while banners hang from billboards and trees.

The first round of the election is to be held Wednesday and Thursday at around 13,000 polling stations with a runoff between the top two contenders in mid-June.

One of the biggest issues is the pervasive lawlessness that has become the biggest change in daily life since last year’s revolution. Such random, violent crime was almost unheard-of when the police state was strong.

All the presidential candidates have said they will make law and order a top priority by getting the police back to work, restoring the force’s morale and teaching its officers about human rights. But while the two leading Islamist contenders talk about reforming the police force, Mubarak-era officials in the running emphasize cracking down with a strong hand.

David D. Kirkpatrick reported from Cairo, and Alan Cowell from Paris.

23/05/2012 às 09h19m

De:http://www.nytimes.com/2012/05/24/world/middleeast/egypt-presidential-election.html?_r=1&hp

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A armadilha da dívida – O Globo

A armadilha da dívida – O Globo.

 

Quase metade da renda anual do brasileiro já é engolida com compromissos financeiros

Ronaldo D’Ercole

Lucianne Carneiro


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Daivison Costa foi um dos que se viu envolvido em dívidas que não conseguia pagar<br />
Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo” /></p>
<p><span style=Daivison Costa foi um dos que se viu envolvido em dívidas que não conseguia pagar Gustavo Stephan / Agência O Globo

 

SÃO PAULO e RIO — No momento em que o governo tenta conter de novo o desempenho fraco da economia pelo consumo, o peso das dívidas antigas alcança valores recordes no orçamento das famílias brasileiras. Em abril, só as dívidas financeiras representavam em média 45% da renda anual, segundo projeção do economista Simão Silber, da Universidade de São Paulo (USP), com base em dados do Banco Central (BC). Esse percentual era de 24,94% em janeiro de 2007 e de 35,8% no começo de 2010.

— O comprometimento das famílias com o endividamento aumentou bastante recentemente e dá sinais de saturação. A questão é que o maior acesso a crédito no Brasil é acompanhado por taxas de juros ainda elevadas, o que significa um perfil de endividamento que não é saudável. Isso gera a armadilha da dívida. As pessoas vão se estrangulando e ficam presas aos bancos — afirma o professor de Economia da Uerj Luiz Fernando de Paula, admitindo risco de aumento de inadimplência por causa das medidas de estímulo ao consumo anunciadas pelo governo.

Além disso, atualmente, todo mês, mais de um quinto da renda das famílias já está comprometida com o pagamento de dívidas bancárias. Neste caso, essa fatia saltou de 18%, em janeiro de 2008, para 22% em fevereiro último. Um percentual muito elevado, segundo economistas, já que o consumidor ainda tem despesas como educação, habitação, transporte, saúde e alimentação. O excesso de dívidas acaba se traduzindo em aumento de inadimplência. Em março, a taxa, que considera atrasos acima de 90 dias, chegava a 7,4% dos financiamentos para pessoas físicas, ou R$ 38,85 bilhões.

Classe C deve 60% de sua renda anual

O educador financeiro Mauro Calil considera o grau de endividamento das famílias hoje elevado. Ele acredita que as novas medidas de incentivo ao consumo podem até ser favoráveis para a sociedade, por estimularem a economia, mas alguns indivíduos pagarão a conta, com mais endividamento.

A situação no Brasil é mais delicada que em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a fatia da renda mensal para quitar dívidas bancárias varia de 15% a 17%. Em países ricos, o nível de endividamento pode até ultrapassar 100% da renda anual. Mas, como os juros são menores e os prazos muito mais longos que no Brasil, o peso final no orçamento mensal das famílias (que é o comprometimento) é proporcionalmente menor. Outro agravante no caso brasileiro, segundo o professor da Uerj, é o prazo mais curto dos financiamentos.

— O endividamento e, principalmente, o comprometimento da renda mensal hoje são muito maiores que em 2008 e 2009, e o pacote do governo é o mesmo. Para voltar a se endividar com crédito, o consumidor tem de recuperar espaço no orçamento — diz Luiz Rabi, gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian.

Cálculos da área econômica do banco Pine indicam que o nível de endividamento médio é ainda maior entre as famílias da chamada classe C, com renda mensal entre 2,5 e cinco salários mínimos (de R$ 1.555 a R$ 3.110): chegaria a 60% da renda anual.

— Ultimamente as dívidas que esse extrato têm contraído são mais caras que em 2009, por exemplo. Até então, o endividamento era em CDC (crédito direto ao consumidor), agora há dívida em cheque especial, cujos juros são mais altos — observa Marco Maciel, economista-chefe do banco Pine.

Luiz Fernando de Paula lembra ainda que a baixa renda, além de só ter acesso a crédito com taxas de juros mais altas, tem menos facilidade para negociar suas dívidas com as instituições financeiras.

O encarregado administrativo Daivison da Costa, de 31 anos, foi um dos que se viu envolvido em dívidas que não conseguia pagar. Em 2007, ele teve um cheque de cerca de R$ 2 mil protestado às vésperas de seu casamento. As despesas do dia a dia e os gastos com a cerimônia e com a casa nova dificultaram o pagamento.

— Outro problema foi o parcelamento proposto pelo banco. As parcelas eram muito altas, incompatíveis com meus gastos mensais e com juros muito altos — conta Daivison.

A supervisora de vendas Jane Araújo, de 42 anos, contraiu uma dívida de R$ 1.600 no banco em 2007, mas só deu atenção ao problema quando o débito bateu R$ 6 mil:

— Meu limite era de quase R$ 2 mil, e, a essa altura, era impossível pagar.

Silber, da USP, não vê nas medidas de estímulo ao crédito grande potencial para impulsionar a economia.

— Por mais que o governo queira, vai ser difícil esticar tanto o crédito como já foi feito. E isso não ocorrerá por causa da estrutura atual. Os juros ainda são muito altos e dívidas, mesmo pequenas, já comprometem muito a renda. Além disso, os prazos dos empréstimos são curtos no Brasil — diz Silber, lembrando que o prazo médio dos empréstimos para pessoa física é de 600 dias, menos de dois anos.

A economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Marianne Hanson também acredita que o endividamento vai limitar o impacto dessas medidas, porque as pessoas estão mais cautelosas.

As operações de crédito do sistema financeiro alcançaram 49,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, mais que o dobro dos 24,1% registrados em 2003. É consenso entre os economistas que a expansão do crédito agora ocorrerá num ritmo menos vertiginoso.

Maciel, do Pine, ressalta ainda que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito são muito restritos à indústria automotiva.

Colaborou Evelyn Soares


23/05/2012 às 09h13m
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CategoriasEconomia

O Dia Online – Rio – Forró com verba da Saúde

O Dia Online – Rio – Forró com verba da Saúde.

 

Governo estadual aluga touro mecânico com dinheiro de hospitais. TCE aprova as contas

POR PAMELA OLIVEIRA

Rio -  Aluguel de touro mecânico para festa julina, contratação de trio de forró, de banda para o aniversário de uma cobra albina e de bufê com “feijoada completa, petiscos, sobremesa e bebidas”. Esses itens foram apresentados pelo governo do estado como gastos com saúde ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), ano passado. Os conselheiros deram parecer prévio favorável às contas do Executivo, mas fizeram ressalvas.

Foto: Arte O Dia

Foto: Arte O Dia

Os conselheiros destacaram que R$ 73,3 milhões apresentados como gastos com saúde não poderiam ser contabilizados assim. Ou seja: não podem fazer parte dos 12% da arrecadação de impostos que a Constituição Federal determina que os estados destinem à Saúde. Mesmo sem os R$ 73,3 milhões, o governo estadual comprovou ter gasto 12,03%. A Secretaria Estadual de Saúde não explicou os gastos e disse apenas que o percentual exigido foi cumprido.

O relatório do TCE classifica essas despesas como “não pertinentes”. Na lista dos gastos se destaca o Instituto Vital Brazil, em Niterói, que produz soro contra veneno de cobra e aranha, medicamentos e exames laboratoriais.

Para a festa julina de 15 de julho, gastou R$ 600 com o aluguel do touro mecânico, R$ 1.428,60 com trio de forró e R$ 10.500 com buffet para 350 pessoas. O órgão gastou R$ 15.275 com a feijoada para 235 pessoas e R$ 5 mil para o “2º aniversário da cobra albina que tem o nome de Sivuca”.

Só com “eventos e festejos”, o Fundo Estadual de Saúde, subordinado à Subsecretaria Executiva da Secretaria de Saúde, autorizou o pagamento de R$ 1,45 milhão em 2011, aponta o relatório do TCE. O estado deu R$ 3 mil para apoiar o evento Niterói Naval Offshore.

Secretaria não explica gastos

Infrações de trânsito, autos de infrações emitidos por outros órgãos, juros e multas também foram incluídos pelo estado como gastos com Saúde. A inclusão da despesa na pasta teve como unidade ordenadora, a que autoriza o pagamento, o Fundo Estadual de Saúde (FES). Só com esses itens o governo gastou R$ 1,5 milhão no ano passado.

Foi incluído como investimento em Saúde o pagamento de R$ 18,2 milhões ao INSS. A verba custeou ainda um show do quinteto Sivuca, em agosto do ano passado no instituto Vital Brazil, e a organização de evento com “hospedagem e alimentação” para formação de recursos humanos que custou R$ 59,6 mil ao FES.

A Secretaria Estadual de Saúde limitou-se a informar, em nota, que “o Tribunal de Contas do Estado aprovou as contas. O índice de 12% na Saúde foi atingido.” O órgão não explicou o motivo de tais despesas terem sido incluídas em “aplicações em ações e serviços públicos de saúde”. O Instituto Vital Brazil foi procurado no final da tarde, mas ninguém atendeu o telefone.

23/05/2012 às 09h09m

De:http://odia.ig.com.br/portal/rio/forr%C3%B3-com-verba-da-sa%C3%BAde-1.444407

CategoriasAbsurdo, Corrupção

BBC Brasil – Notícias – Quase 2 mil peças falsificadas chinesas encontradas em aviões militares dos EUA

BBC Brasil – Notícias – Quase 2 mil peças falsificadas chinesas encontradas em aviões militares dos EUA.

Atualizado em  22 de maio, 2012 – 06:19 (Brasília) 09:19 GMT
Aviões da Marinha dos EUA

Total de 1.800 peças falsas foram encontradas em aviões chinesas

Um grande número de aparelhos eletrônicos chineses falsificados está sendo usados em equipamentos militares americanos. A informação foi divulgada em um relatório do Senado americano.

O documento trata de uma investigação realizada ao longo de um ano. Durante esse período, o Comitê do Senado das Forças Armadas descobriu que um total de 1.800 peças falsificadas foram usadas em aeronaves militares americanas.

Das mais de 1 milhão de peças tidas como suspeitas, cerca de 70% teriam vindo da China, de acordo com o relatório.

O problema foi atribuído às limitações da rede de abastecimento de peças existente nos Estados Unidos e ao fracasso chinês em conter seu mercado ilegal.

Segundo o comitê, a falha em uma peça importante pode ocasionar riscos e ameaçar a segurança nacional americana, e, além disso, acarretar custos elevados para o Departamento de Defesa.

O documento afirma que os militares americanos dependem de uma série de ”pequenos e incrivelmente sofisticados componentes” encontrados em sistemas de visão noturna, rádios e aparelhos de GPS. A falha de uma única peça poderia colocar um soldado em risco, disse o relatório.

O comitê do Senado afirmou ainda que peças falsas foram achadas em helicópteros SH-60B utilizados pela Marinha, em aviões de carga C-130J e C-27J e no avião Poseidon P-8A da Marinha.

Depois da China, as maiores fontes de peças falsificadas para aviões militares são a Grã-Bretanha, segundo o documento.

Críticas à China

O comitê fez críticas à China por fracassar em conter fabricantes de peças ilegais. Os senadores disseram ainda que a China não concedeu vistos para os políticos do comitê que pretendiam realizar investigações no país.

”Em vez de reconhecer o problema e de tentar de forma agressiva interromper a ação dos falsificadores, o governo chinês tenta evitar o escrutínio”, afirmou.

Mas os senadores concluíram ainda que programas do Departamento de Defesa, como o Programa de Intercâmbio de Dados de Indústrias e o Governo (Gidep, na sigla em inglês), que visa rastrear peças falsificadas, vem ”deixando a desejar”.

Entre 2009 e 2010, o Gidep recebeu apenas 217 relatos relativos a supostas peças falsificadas, a maioria delas vieram de apenas seis companhias. Somente 13 relatos foram fornecidos por agentes governamentais.

O documento elogia, no entanto, o Ato de Autorização de Defesa Nacional, promulgado pelo presidente Barack Obama no final do ano passado para combater a entrada de peças falsificadas no país e reduzir a terceirização de componentes de fornecedores desconhecidos.

A divulgação do relatório sobre a China se dá em um momento em que os Estados Unidos estão procurando intensificar sua estratégia de defesa para a região Ásia-Pacífico.

O Departamento de Defesa também está se preparando para cortar cerca de US$ 450 bilhões (R$ 912 bilhões) de seu orçamento ao longo da próxima década.

22/05/2012 às 09h24m

De:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120522_equipamentos_eua_china_bg.shtml

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