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Criança de 2 anos cai do 3º andar em clínica no subúrbio do Rio, diz polícia

02/09/2011 01h46 – Atualizado em 02/09/2011 07h37

Menino caiu no vão entre escada e grade de proteção, diz polícia.

Segundo hospital, estado de saúde da criança é grave.

Rodrigo ViannaDo G1 RJ

Criança caiu entre vão de escada e grade de proteção (Foto: Nelson Greemboldt Alves Buss / Arquivo Pessoal)
Criança caiu no vão de escada e grade de proteção
(Foto: Nelson Greemboldt Alves / Arquivo Pessoal)

Um menino de dois anos ficou ferido na quinta-feira (1º) após cair do terceiro piso da Clínica da Família Marcos Valadão, em Acari, no subúrbio do Rio de Janeiro. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil e pela família da vítima. Segundo a polícia, a criança caiu no vão localizado entre uma escada rolante e a grade de proteção.

De acordo com o microempresário Nelson Greemboldt Alves Buss, de 34 anos, tio da criança, a clínica foi inaugurada há pouco tempo e ainda está em fase de acabamento.

Nelson contou que o sobrinho acompanhava os pais numa consulta e sofreu o acidente quando se desequilibrou ao apoiar a mão no corrimão da escada rolante: “Meu sobrinho passou por um vão de cerca de 40 centímetros, entre a grade de proteção e a escada rolante, e caiu sobre uns bancos de madeira que estavam no subsolo. Foi tudo muito rápido. Ele foi socorrido por uma enfermeira da própria clínica que presenciou a queda”, disse.

A Clínica da Família Marcos Valadão é administrada pela Secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro e fica perto do Hospital municipal Ronaldo Gazolla. Segundo o site da Secretaria, a unidade foi inaugurada no dia 15 de julho, e conta com um Centro de Referência para Obesos. No local, funcionam ainda nove consultórios, salas de observação clínica, procedimentos e curativos.

G1 tentou entrar em contato com a Secretaria municipal de Saúde, mas até a publicação desta reportagem ninguém tinha sido encontrado para comentar o caso.

Criança está em estado grave
Através do Twitter, o Hospital municipal Ronaldo Gazolla, para onde a criança foi levada logo após o acidente, informou que o menino está em estado grave e foi encaminhado para a UTI Neonatal do hospital. Ainda de acordo com a unidade, a criança foi transferida por volta das 22h05 de quinta-feira. O tio informou que o sobrinho foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro.

“A transferência só foi possível após a chegada de uma ambulância com UTI, que era o tipo de ambulância que ele precisava. Como o hospital não tinha esse tipo de ambulância, a secretaria mandou uma para lá. O meu irmão (pai da criança) e a minha cunhada estão muito abalados”, completou o microempresário.

O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna).

 

02/09/2011 às 07h42m

De:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/09/crianca-de-2-anos-cai-do-3-andar-em-clinica-no-suburbio-do-rio-diz-policia.html

Engenheiro da Central diz que acidente com ônibus não teria afetado sistema de freio de bonde de Santa Teresa

 

31/08/2011 às 00:30

Policiais da 7ª DP (Santa Teresa) estiveram na oficina de bondes em Santa Teresa: peças de veículo acidentado foram recolhidas por peritos do ICCEFoto: Márcio Foletto

 

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Caio Barbosa e Carolina Heringer
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Começou a ser contestada ontem a versão, apresentada pela Secretaria estadual de Transportes, de que uma batida entre o bonde número 10 e um ônibus da Transurb poderia ter prejudicado o sistema de freio do veículo, dando origem ao acidente que deixou cinco mortos e 57 feridos em Santa Teresa. Anteontem, o secretário de Transportes, Júlio Lopes, chegou a sugerir que deveria ser investigado se havia relação entre os dois acidentes.

Para o engenheiro Jorge Saraiva da Rocha, da Central Logística, empresa vinculada à Secretaria de Transportes, é “muito pouco provável” que o ônibus tenha danificado o sistema:

— O sistema de freios fica embaixo do estrado do bonde. Um carro pequeno que tivesse batido poderia atingir alguma peça. Mas não um ônibus, que é alto. Acredito que o que houve foi falta de manutenção.

Na segunda-feira, foi divulgada a informação de que o motorneiro Nelson Correa da Silva, que também morreu no acidente, teria seguido — após a batida do ônibus — até a Estação Carioca, e de lá iria para a oficina de bondes em Santa Teresa. Mas, segundo o governo, não se sabe o motivo de a viagem ter continuado com passageiros.

— É impossível ter danificado o sistema de freio. Não houve nenhuma interrupção no funcionamento do bonde, porque a composição esbarrou levemente no ônibus, como ocorre sempre — disse o presidente do Sindicato dos Ferroviários, Valmir Lemos.

No registro do acidente feito pela polícia, teria acontecido uma pequena avaria na lateral esquerda do ônibus e um pequeno dano no encaixe do balaústre do bonde.

A Secretaria de Transportes informou que não comentaria as informações, pois, em nenhum momento, concluiu algo sobre o acidente.

Xerife das vans

O presidente do Detro, Rogério Onofre, foi designado ontem pelo governador Sérgio Cabral interventor dos bondes de Santa Teresa. De acordo com o governador, a tarefa de Onofre será apresentar uma solução rápida para os problemas do centenário sistema de transporte, cenário da tragédia. Onofre se tornou conhecido por reprimir a circulação irregular de vans no Estado do Rio.

Família indignada

A morte do motorneiro Nelson Correia da Silva, de 57 anos, no acidente em Santa Teresa, é uma ficha que ainda não caiu para os seus familiares. Nelson Júnior, filho do motorneiro, ainda não sabe se vai buscar ajuda na Justiça.

— Estamos todos indignados com o que estamos vendo e ouvindo. Meu pai sempre foi querido por onde passou, nunca se meteu em confusão e assim criou os filhos. A gente não quer dinheiro, confusão, polêmica ou aparecer. A gente só quer que não deturpem a imagem do meu pai — disse Nelson.

Segundo a família, o motorneiro não fazia queixas a respeito do trabalho:

— Ele nunca trouxe os problemas profissionais para casa. Meu pai adorava o que fazia, era dedicado, empolgado e cuidadoso. Gostava de falar sobre os turistas e se empolgava com as palavras em inglês que aprendia com os moradores.

 

31/08/2011 às 08h33m

De:http://extra.globo.com/noticias/rio/engenheiro-da-central-diz-que-acidente-com-onibus-nao-teria-afetado-sistema-de-freio-de-bonde-de-santa-teresa-2558156.html

Detran abre processo administrativo contra ex-subsecretário

Alexandre Felipe Vieira Mendes pode ter que passar por reciclagem

POR MAHOMED SAIGG

Rio – O Detran-RJ abriu processo administrativo contra o ex-coordenador da Lei Seca e ex-subsecretário de Governo da Região Metropolitana. Alexandre Felipe Vieira Mendes, que atropelou cinco pessoas — uma das quais morreu — após beber vinho e dirigir em Itaipu, Niterói, na sexta-feira passada.

Foto: Severino Silva / Agência<br />
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<h5>Alexandre Felipe atropelou cinco pessoas em Niterói | Foto: Severino Silva / Agência O Dia</h5>
<p>A Comissão Cidadã do departamento, que investiga acidentes com mortes, irá à 81ª DP (Itaipu), onde terá acesso ao inquérito sobre o atropelamento, a resultados de perícia e aos depoimentos de vítimas e de testemunhas.</p>
<p>Caso fique comprovada a responsabilidade de Alexandre — que foi exonerado do cargo de subsecretário na segunda-feira — no atropelamento, ele poderá ter que passar por um curso de reciclagem no Detran.</p>
<p>Após atropelar cinco pessoas, entre elas crianças de 2 e 5 anos, Alexandre não prestou socorro às vítimas e fez uso irregularmente de reboque da operação Lei Seca para retirar seu Pajero do local do acidente sem que fosse submetido a perícia policial.</p>
<p>Coordenadora da blitz da qual o reboque foi deslocado, Eloisa Helena Souza da Silva também foi exonerada. A polícia aguarda laudos periciais para decidir se o subsecretário responderá por homicídio e lesões dolosos (com intenção) ou culposos (sem intenção).</p>
<p><strong>Vítima presta depoimento<br />
</strong><strong></strong></p>
<p>Uma das vítimas do atropelamento cometido pelo então subsecretário, Silvana Braga de Souza, de 30 anos, prestou depoimento na manhã desta segunda-feira na 81ª DP, em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. Ao todo quatro pessoas ficaram feridas e uma morreu no acidente. Silvana saía da casa da cunhada com os filhos Felipe, de 5, e Gabriel, de 2, que estava em um carrinho de bebê.</p>
<p>Silvana relatou que sente muita dor no braço esquerdo, nas pernas, e na coluna, o que causa dificuldade para se locomover. A vítima reafirmou que o carro do ex-subsecretário estava em alta velocidade e em zig-zag e que Alexandre não prestou socorro. “Quero que ele pague pelo que fez de alguma forma”, exigiu.</p>
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Atropelada por Alexandre, Silvana, chegou a desmaiar e sente dores no corpo | Foto: Agência O Dia

Ao ser atingida pelo veículo, ela desmaiou e bateu com a cabeça no chão. “Quando acordei, achei que meu filho estava na ferragem. Só vi o mais velho. Escutei o Gabriel pedindo socorro gritando desesperado. Tirei força não sei da onde para ajudá-lo. Acho que foi amor de mãe”, disse Silvana, que retirou a criança de dentro do carrinho, que ficou destruído com o impacto.

Problemas cardíacos

O advogado de Alexandre Felipe, José Maurício Ignácio, disse que o ex-integrante do governo estadual está hospedado na casa de parentes e ainda bastante traumatizado com o acidente. Ainda segundo Ignácio, Alexandre tem tomado remédios para hipertensão e vai passar por uma série de exames cardíacos, já que ele apresentou alguns problemas no coração devido a pressão arterial elevada. Alexandre Felipe está, por hora, afastado dos trabalhos no Governo do Estado.

Família lamenta

Bastante abalado, o filho do pedreiro lamentou a morte do pai, que acredita que poderia ter sido evitada. “Se meu pai tivesse sido levado para o hospital no momento que aconteceu, ele poderia estar vivo”, disse Geovanne Evangelista Pereira. A família autorizou a doação dos órgãos de Ermínio, que morreu neste sábado.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Filho do pedreiro atropelado por subsecretário chora | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

O primeiro exame para comprovar a morte encefálica do pedreiro foi realizado às 20h15, por um neurologista, seguindo o protocolo médico, seis horas depois foi realizado um novo exame, realizado por um clínico geral. Na manhã deste sábado um terceiro exame atestou, definitivamente, a morte de Hermínio.

 

31/08/2011 às 08h27m

De:http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/8/detran_abre_processo_administrativo_contra_ex_subsecretario_188716.html

Estado investe pouco em manutenção de sistema de bondes

Publicada em 29/08/2011 às 23h42m

Fábio Vasconcellos, Natanael Damasceno e Rafael Galdo (granderio@oglobo.com.br)

Ferroviários que trabalham no Bonde de Santa Teresa em assembleia com representantes do Sindicato. Foto: Márcia Foletto – O Globo

RIO – O arame que substituía um parafuso no bondinho que descarrilou no sábado, em Santa Teresa, matando cinco pessoas e ferindo outras 57, pode ser apenas a ponta de um problema muito maior: a falta de recursos para a manutenção adequada dos trens. Um levantamento feito no Sistema de Acompanhamento Financeiro do Estado (Siafem) mostra que o governo empenhou (reservou para pagamento), em 2007 e 2008, apenas 7% do previsto no programa de “revitalização, modernização e integração de bondes”, que consta do orçamento da Companhia de Engenharia de Transportes e Logística (Central), responsável pelo transporte. Esse programa não aparece na execução orçamentária do órgão em 2009 e 2010. Na soma dos quatro anos, o governo também reduziu em 14% os recursos destinados à “manutenção das atividades operacionais e administrativas” da Central.

LEIA MAISSecretário diz que motorneiro deveria ter levado bonde para a oficina

Com relação aos investimentos, a Central tinha uma programação de R$ 620 milhões para o período 2007-2010, mas só empenhou 34% desse montante (R$ 214 milhões). Esses recursos fazem parte do orçamento total da Central, que, até o início deste ano, administrava também a ligação Guapimirim-Saracuruna, que foi repassada para a Supervia.

Questionada, a Secretaria estadual de Transportes, órgão ao qual a Central é vinculada, apresentou outros dados. Informou que desde 2007 foram destinados R$ 14 milhões para a compra de equipamentos para os bondes e este ano foram repassados R$ 350 mil para a manutenção e assistência técnica preventiva. O órgão não explicou, no entanto, quanto aplicou em manutenção entre 2007 e 2010, período analisado pelo GLOBO. A secretaria acrescentou também que o bonde envolvido no acidente estava com a manutenção em dia.

Os últimos reparos foram feitos na quinta-feira passada. “Todas as sapatas do freio foram trocadas no mês de agosto”, diz a nota da secretaria. Já o governador Sérgio Cabral, que está no Espírito Santo, não quis comentar o acidente com o bondinho.

Segundo os dados do Siafem, o estado pretendia aplicar R$ 1,8 milhão com a revitalização e modernização em 2007 e 2008, mas só empenhou (reservou para pagar) R$ 133 mil. Nos anos seguintes, não há registros desse programa no orçamento da Central. Outros dados mostram que a companhia não conseguiu realizar todo o seu planejamento. De 2007 a 2010, a Central previu desembolsar R$ 31,6 milhões com a manutenção de suas atividades operacionais, mas reduziu o orçamento para R$ 27 milhões – ou seja, uma queda de R$ 4,4 milhões (14%).

Na Central, os engenheiros sabem que os recursos para a manutenção dos bondinhos não seguem uma programação orçamentária adequada. Engenheiro da companhia e membro da direção do Sindicato dos Engenheiro do Rio (Senge-RJ), Jorge Saraiva da Rocha afirmou que os repasses para a manutenção ” às vezes sequer são utilizados para esta finalidade”. Rocha acrescentou que o serviço de reparos é “totalmente inadequado”.

- Há poucos recursos para a manutenção e, muitas vezes, o dinheiro previsto no orçamento não chega para ser aplicado em manutenção. O trabalho de manutenção dos bondinhos é totalmente inadequado. Não existe uma programação.

No ano passado, o Senge-RJ elaborou um estudo sobre os investimentos que seriam necessários para recuperar o sistema de trilhos sob a responsabilidade da Central. O estudo foi entregue ao governo mas, segundo Saraiva, nunca houve resposta. O estudo previa o investimento de R$ 11,3 milhões nos sistema de bondes de Santa Teresa.

Para o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), que fez o levantamento no Siafem a pedido do GLOBO, os números indicam que o governo deixou de priorizar a manutenção dos bondes:

- Somente após o trágico acidente ocorrido é que o governo veio a público dizer que vai dar prioridade à modernização dos bondinhos.

O valor destinado à compra de equipamentos (R$ 14 milhões) informado pela Secretaria de Transportes é semelhante ao que consta no contrato firmado entre o governo e a empresa TTrans – Sistemas de Transportes S/A para a modernização dos bondes de Santa Teresa. Analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o contrato e cinco termos aditivos relativos à ele foram considerados ilegais devido à incompatibilidade dos valores que deveriam compor todo o serviço. O TCE informou que outros cinco termos aditivos relativos ao mesmo contrato estão sob análise.

A Secretaria de Transportes alega que a decisão do TCE é um dos fatores que atrasaram a modernização, uma vez que ela impede o repasse de recursos para a empresa. Mas afirma que ela deve cair nas próximas semanas. Para o governo, o TCE considerou o contrato ilegal diante da dificuldade de se fazer uma tomada de preços do material utilizado na modernização dos bondes, que, segundo a secretaria, é feito sob medida. Mesmo assim, o órgão afirma que cumprirá as exigências do tribunal ainda este mês.

O Sindicato dos Ferroviários criará uma comissão para acompanhar as perícias do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e do Crea-RJ, que vão apontar as causas do acidente com o bonde em Santa Teresa, na tarde do último sábado, que deixou cinco mortos . Em assembleia realizada nesta segunda-feira, eles apontaram uma série de problemas na operação dos bondes que, segundo os sindicalistas, tem uma média de dois mil passageiros por dia, chegando até quatro mil no período de férias. O sindicato vai pedir ainda a vistoria no sistema de frenagem.

FORA DO TRILHO:Bonde que descarrilou em Santa Teresa usava arame em vez de parafuso para prender peça, constata Crea

FOTOGALERIAVeja imagens de Santa Teresa após o acidente

De acordo com Pedro Ricardo de Oliveira Neto, diretor financeiro do sindicato, um dos principais problemas é a má qualidade do material usado na manutenção dos bondes. Além disso, ele apontou a demissão de mão de obra especializada nos últimos anos como uma das causas do problema com os tradicionais veículos. Em 2008, segundo ele, a empresa que administra os bondes demitiu 849 funcionários. Só esse ano, foram cerca de 120 demissões. A média salarial dos empregados é de R$ 700. Um maquinista ganha, no máximo, R$ 450. Enquanto isso, não há novas contratações e a demanda de passageiros aumenta. Ele lembra que no início dos anos 90 eram 14 bondes em operação. Hoje, são cinco, sendo que sempre há um fora de circulação.

- O material usado nos bondes é de baixa qualidade. Estamos verificando, por exemplo, qual era a qualidade da sapata trocada há poucos dias no bonde. Na rede aérea, também é usado uma presilha de baixa qualidade. Por isso, o bonde está sempre soltando. Há também a questão da troca do trilho. Parte foi trocada recentemente e o trilho está muito desgastado. No geral, os bondes têm uma manutenção precária e quando passam pela manutenção não tem peça apropriada para resolver os problemas encontrados. A última grande reforma dos bondes antigos foi nos anos 80 – disse Pedro Ricardo.

Segundo o sindicalista, pequenos acidentes têm sido frequentes, mas não chegam a ser noticiados. Ainda de acordo com ele, esses acidentes acontecem devido ao aumento da demanda e a redução do número de bondes.

- Não tem peça. Em vez de trocar, remenda – afirma.

No dia 15 de setembro a Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai realizar uma audiência pública para debater a situação dos bondes de Santa Teresa. A reunião já estava marcada para essa data desde a morte de um turista francês que caiu do bondinho no momento em que ele passava sobre os Arcos da Lapa, no dia 24 de junho.

A comissão convocará os responsáveis pela Central Logística, empresa do governo que administra os bondes de Santa Teresa. Também serão convidados o secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, representantes do Ministério Público, do Crea-RJ, e da Associação de Moradores de Santa Teresa.

Quatro pessoas que se machucaram durante o acidente com o bondinho de Santa Teresa, no sábado, estão internadas em estado estável no Hospital Souza Aguiar, no Centro. A criança que estava em estado mais grave foi operada, está no CTI, mas não corre risco de morrer. Outros três pacientes estão internados no Hospital Copa D’Or, na Zona Sul. Orlando Moreira Neves, de 43 anos, está estável. Com fratura no nariz, ele ainda não tem previsão de alta. A mulher dele, Daniele Dourado Nunes, de 40 anos, está no CTI e irá realizar uma cirurgia para corrigir uma fratura exposta. A outra paciente Fanny Bertrand foi operada no Hospital Souza Aguiar de uma fratura na tíbia e foi transferida na manhã desta segunda-feira para a unidade particular.

Passageiro diz que bonde chegou a parar por falta de luz

Um dos passageiros que ficaram feridos no acidente em Santa Teresa contou, ao telejornal “RJTV”, que o bonde parou por falta de luz antes do acidente que deixou cinco mortos e mais de 50 feridos.

- Durante a subida, o bonde parou por falta de energia. Mas aí depois continuou a viagem – afirmou o jovem Douglas Tavares.

O jovem afirmou ainda que antes disso, o bonde de Santa Teresa já havia apresentado outro problema.

- Quando eu tava na fila, avisaram que um bonde teve problema, mas que o serviço ia voltar ao normal – afirmou ao telejornal.

Douglas chegou a desmaiar com o impacto da batida e teve vários cortes na cabeça. A mãe de Douglas também se feriu e continua internada no CTI. Ele afirmou que ela sofreu fraturas no rosto.

- Quando eu vi que uma pessoa tinha caído do bonde, olhei para trás e essa pessoa tava rolando na rua, aí que eu percebi que alguma coisa tava errada ali, que alguma coisa ia acontecer – disse Douglas Tavares. -Depois disso, o bonde perdeu o freio completamente, conseguiu fazer uma curva pra direita ainda, mas aí quando chegou uma curva maior, pra esquerda, ele acabou tombando – detalhou.

Aniversário do bondinho terá protesto por conta da tragédia

A associação de Moradores de Santa Teresa (Amast) está convocando para quinta-feira duas manifestações de luto por conta do acidente. A data, 1° de setembro, marca 115 anos do serviço de bondinhos. Segundo a presidente da associação, Elzbieta Mitkiewicz, a manifestação já estava marcada desde antes do acidente, em protesto contra as más condições do transporte. Com a tragédia, ganhou também um caráter de luto pelas vítimas.

- A omissão do estado é que matou. Tem gente morrendo por essa omissão – disse Elzbieta.

Ela apresentou um documento no qual o Crea-RJ aprontava falhar nos sistema de freios nos VLTs, que há cerca de cinco anos funcionam nas linhas de bondes de Santa Teresa. De acordo com o Crea, havia um “grave erro” na localização do equipamento que aciona os freios, na parte lateral da estrutura dos bondes. Pelo documento, qualquer acidente com impacto poderia danificar essa estrutura, fazendo com que o veículo perdesse o freio.

Elzbieta chamou a atenção para o fato de, em junho último, moradores do bairro terem feito uma “força-tarefa virtual” para enviar pedidos à Ouvidoria do governo do estado, cobrando o cumprimento de uma determinação judicial, de 2008, em que o estado era intimado a por 14 bondes em funcionamento nas linhas de Santa Tereza. Segundo ela, a decisão não foi cumprida. A primeira manifestação acontecerá às 9h, na estação do bondinho

Funcionários falam de riscos dos VLTs

Mas não são só os bondes antigos que estão com problemas. Segundo um funcionário que pediu para não se identificar, os três VLTs que circulam pelo bairro são “máquina assassinas”. De acordo com ele, os problemas são “frequentes e sérios”. Amigos do maquinista Nelson Corrêa da Silva, que morreu no acidente, disseram que no sábado ele comemorava aniversário de casamento e, domingo, haveria uma festa preparada pela família. O corpo de Nelson foi sepultado no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte.

De acordo com amigos e passageiras antigas, Nelson sempre zelou muito pelo seu trabalho. Ele morava em Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense, e costumava iniciar o trabalho no turno da tarde. Tinha 57 anos, era casado, e deixa um casal de filhos, uma delas com necessidades especiais. “Seu Nelson era uma pessoa simples, super tranquilo, muito preocupado e zeloso com o trabalho”, contou uma das passageiras, que há cerca de dois anos andava no bonde durante a semana com o mesmo condutor. Quando chovia, de acordo com ela, Nelson costumava jogar areia nos trilhos para ajudar na frenagem do carro.
30/08/2011 às 07h33m
De:Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/08/29/estado-investe-pouco-em-manutencao-de-sistema-de-bondes-925247598.asp#ixzz1WVUwKPbA
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Bondinho tinha arame no lugar de um parafuso

Crea acredita que falha em freios causou o acidente. Governo promete modernização

POR ROBERTA TRINDADE

Rio – O bondinho acidentado em Santa Teresa, que matou cinco pessoas e feriu 57, sábado, estava com um arame substituindo um parafuso acima da roda traseira esquerda e uma sapata (espécie de pastilha de freio) completamente desgastada na mesma roda. Os problemas foram constatados pela Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado do Rio de Janeiro (Crea-RJ), que vistoriou o que sobrou do veículo.

A cena causou indignação até nos integrantes da comissão. “Mesmo que não seja nenhuma peça de importância para o sistema de segurança, demonstra falta de manutenção. É inadmissível”, disse o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, coordenador da comissão, que acredita que o sistema de freios falhou.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

O governador Sérgio Cabral emitiu nota lamentando o acidente. Disse que o transporte ficará interrompido e a Secretaria de Transportes conduzirá plano de modernização dos bondes.

Cerca de 100 moradores fizeram manifestação após a perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Eles sentaram no chão impedindo o reboque dos destroços. Depois, caminharam na frente do reboque até a oficina.

>> FOTOGALERIA: Imagens da tragédia em Santa Teresa

A advogada Marilda Nunes, 65, viu o acidente: “Muita gente no lado esquerdo do bonde pulou para se salvar. Mas caiu na escadaria e se machucou”. O laudo do ICCE está previsto para 30 dias. Peritos adiantaram que havia peças desgastadas. O engenheiro do Crea constatou não haver marcas de travamento das rodas e viu indícios de solda recente. Ele descartou a superlotação como causa do desastre.

O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) afirmou que o estado foi obrigado a fazer a manutenção dos bondes em 2009. “Se não fez, vai responder criminalmente”.

Funcionário: ‘peças são remendadas’

O advogado Sebastião Rodrigues, presidente da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), responsável pelos bondes, alegou que eles passam por manutenção semanal na oficina da empresa, que tem 110 funcionários. Ele lamentou que os avisos para não viajar no estribo sejam desrespeitados. Rodrigues afirmou que entregara ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural projeto para alterar o bonde. Mas funcionários disseram ontem que a reposição de peças não é adequada. “Nenhuma é comprada nova. Só remendadas. A mão de obra especializada foi demitida”, denunciou um empregado, sem se identificar.

A presidente da Associação de Moradores de Santa Teresa, Elzbieta Mitkiewicz, contou que cobrou, no início do ano, plano de recuperação do sistema, mas não obteve resposta da Central. “As pessoas ficam mais de uma hora esperando”, queixou-se.

Há cinco veículos no serviço: três VLTs (veículos leves sobre trilhos) e dois antigos. O acidentado é um dos antigos. Segundo Sebastião Rodrigues, em julho houve recorde no número de passageiros transportados: 93 mil, com média de 3 mil por dia.

Polícia investiga se houve batida entre bonde ônibus antes do acidente.

Interrupção do serviço fará morador pagar mais para viajar de ônibus

Hoje, a Secretaria estadual de Transporte deverá se reunir para decidir quando os bondes voltam a circular. Moradores dizem que ficam prejudicados com a interrupção do serviço. A passagem dos bondes custa R$ 0,60. Sem eles, passageiros terão que gastar R$ 2,50 nos ônibus.

Ontem, muitos recorreram ao transporte alternativo irregular. “Usamos o bonde porque, além de ser mais barato, é divertido. A passagem de ônibus é cara”, reclamou a hoteleira Acácia Morena, 22 anos.

Apesar disso, ela conta que se sentia insegura ao andar de bonde. “Parecia que o bondinho ia sair do trilho. Há areia nos trilhos e desnível em vários trechos. Sem falar quando o cabeamento aéreo solta, e o motoneiro interrompe a viagem para consertar”, resumiu Acácia.

Um motorneiro que trabalha no bonde há seis anos informou que pequenos acidentes, como deslizamentos provocados por freios danificados, eram frequentes. “Minha família não quer que eu volte ao trabalho, mas não há espaço no mercado para profissionais da nossa categoria”, disse, sem se identificar.

 

29/08/2011 às 08h30m

De:http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/8/bondinho_tinha_arame_no_lugar_de_um_parafuso_188184.html

Acidente com bonde em Santa Teresa deixa mortos e feridos

Fora do trilho

Publicada em 27/08/2011 às 20h09m

O GloboCom Reuters

 

Bonde descarrila e tomba em Santa Teresa – Felipe Hanower/ O Globo

 

RIO – Cinco pessoas morreram e 54 ficaram feridas na tarde deste sábado, depois que um bonde de Santa Teresa descarrilou e tombou quando descia a Rua Joaquim Murtinho, na altura do número 273, perto do Largo do Curvelo. Segundo o comandante do Destacamento de Bombeiros do bairro, Fábio Couri, quatro morreram na hora. Uma das vítimas chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Entre os mortos, estava o motorneiro que conduzia o veículo. Segundo testemunhas, ele fazia aniversário neste sábado.

Dezesseis feridos foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro; seis, para o Hospital do Andaraí; e cinco para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Outros 27 foram levados de ônibus para outras unidades. De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, o estado de quatro vítimas é grave. Segundo a secretaria municipal de Saúde, alguns feridos precisam ser operados.

- O bonde estava super lotado e naturalmente isso contribuiu para o acidente – afirmou Simões. – A perícia está no local, mas é preciso ressaltar que o acidente aconteceu num lugar delicado, numa descida em curva.

O secretário de Transportes, Julio Lopes, esteve em Santa Teresa à noite e lamentou o acidente, que, segundo ele, representa uma tragédia para o turismo na cidade. Lopes disse que o serviço de bondes no bairro ficará suspenso até que sejam apuradas as causas.

O secretário, que foi vaiado ao chegar no local do acidente, admitiu que o bonde passava por reformas, mas informou que os reparos ainda não tinham sido concluídos. Segundo ele, há informações de que o bonde estaria super lotado.

- A questão da superlotação e do uso inadequado é algo que nos preocupa muito e temos informações preliminares de que o bonde estava muito cheio – disse ele. – Foi uma fatalidade, uma tragédia e teremos transparência na apuração deste caso.

FOTOGALERIAVeja mais fotos do acidente

Ao site G1 , testemunhas afirmaram que o bonde perdeu o freio. O comandante dos bombeiros disse, porém, que apenas a perícia pode comprovar o que de fato causou o acidente.

O secretário informou ainda que a secretaria de Transporte está em entendimento com o Ministério Público para fazer um TAC (termo de ajustamento de conduta).

- Estamos preocupados com o funcionamento dos bondes há muito tempo, precisamos recuperar e reordenar o seu uso – acrescentou.

Embora seja o mais grave, este não é o primeiro acidente com o transporte em Santa Teresa. Em junho, o turista francês Charles Damien Pierson morreu após despencar de um bonde que passava sobre os Arcos da Lapa. Ele viajava no estribo quando escorregou e caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros.

Em 2009, a professora Andreia de Jesus Resende, de 29 anos, morreu e outras dez pessoas ficaram feridas após um bonde perder o freio numa ladeira de Santa Teresa e ser atingido por um táxi. Ao deixar o veículo em pânico, a professora foi atropelada por um ônibus.
28/08/2011 às 07h37m

De:Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/08/27/acidente-com-bonde-em-santa-teresa-deixa-mortos-feridos-925230429.asp#ixzz1WJoozpxi
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Acidente com bonde em Santa Teresa deixa mortos e feridos

Fora do trilho

Publicada em 27/08/2011 às 17h51m

O Globo

 

RIO – Ao menos cinco pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas neste sábado depois que um bonde de Santa Teresa descarrilou e tombou quando descia a Rua Joaquim Murtinho, na altura do número 273. Seis ambulâncias estão no local.

Segundo o comandante do DBM 1/1º GSFMA de Santa Teresa, Fábio Couri, quatro vítimas morreram no local. Uma delas chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Os feridos foram levados para o Hospital Souza Aguiar. Segundo informações dos bombeiros, ainda existem outros feridos presos nas ferragens.

Em junho, o turista francês Charles Damien Pierson morreu após despencar de um bondinho que passava sobre os Arcos da Lapa. Ele viajava no estribo do trem quando escorregou e caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros.
27/08/2011 às 18h03m
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